Avião (modelo)
Número de registro
308990
Fonte de aquisição
Forma de aquisição
Descrição
Modelo de aeronave da Panair, modelo Douglas DC-7C com fuselagem em plástico, hélices em metal e tripé de apoio em metal. A aeronave possui um corte lateral do lado direito para demonstrar sua repartição interior: cabine; área de serviço de bordo; banheiros e assentos dos passageiros. O modelo expositivo apresenta a parte inferior da fuselagem e as asas na cor cinza metálico; a parte superior e a empenagem em branco; no estabilizador vertical, em ambos os lados, as seguintes inscrições: "PANAIR" em branco sobre tarja verde escuro; "DC-7C" em verde escuro, e, acima destas, a bandeira do Brasil. Nas laterais da fuselagem, próximo aos estabilizadores horizontais, sobre tarja verde escuro, na cor branca, o prefixo "PP-DC". Sobre as asas esquerda e direita, respectivamente, na cor preta , o prefixo: "PP e PDL". O nariz do avião apresenta pintura geométrica que se alonga pela fuselagem do lado esquerdo nas cores verde escuro e preta. O modelo Douglas DC-7C é um quadrimotor a pistão, as hélices apresentam pintura de listras brancas e verdes nas pontas.
Denominação
Avião (modelo)
Referência de aquisição
Processo 01438.000004/2017-77
Classe
Data de produção
19--
Termos de indexação
AVIAÇÃO | DITADURA MILITAR | DOUGLAS DC - 7C | PANAIR DO BRASIL
Altura (cm)
133,00
Largura (cm)
168,00
Comprimento (cm)
144,00
Observações
Este modelo em escala reduzida de uma aeronave da Panair do Brasil representa um marco documental e material da história da aviação comercial, da geopolítica dos transportes e da modernização da infraestrutura do país em meados do século XX. Como objeto-testemunho da atuação da icônica companhia aérea, a maquete evoca a era de ouro da integração territorial brasileira por vias aéreas e a inserção da nação nas rotas de conexão transatlântica e continental.
O texto de Daniel Leb Sasaki (2022, p. 387) sublinha que o artefato carrega uma densa camada de memória política e afetiva, funcionando como suporte para debater os projetos estatais de desenvolvimento, o deslumbramento com a velocidade tecnológica e a posterior desestruturação e fechamento forçado da empresa durante o regime militar. A peça permite analisar a circulação de passageiros, o imaginário de sofisticação associado às tripulações e o papel estratégico da aviação comercial na construção de uma identidade nacional moderna e conectada ao Ocidente. No acervo do MHN, o modelo afasta-se de uma leitura puramente técnica para abrir espaço a discussões críticas sobre as relações entre Estado, capitalismo corporativo, repressão política e o patrimônio industrial no Brasil contemporâneo.
Referências expográficas
Exposição "Nas asas da Panair", Museu Histórico Nacional, 11 de julho a 29 de setembro de 2019.
Referências bibliográficas
Autoria das fotos
Jaime Acioli










