Pintura documental
Número de registro
6213
Descrição
Em primeiro plano à esquerda, mulher agachada de costas tendo ao lado bacia, ao fundo varal com roupas estendidas. Ao centro, grupo de cinco crianças rodeadas por galinhas e pintos e, de frente, caminhando, figura feminina com saia longa e avental. À direita homem carregando cesta, tendo ao seu lado uma cabra. Ao fundo construção em tons avermelhados dando um aspecto de envelhecimento, apresenta grande porta com a parte superior arredondada, cunhais de pedra com frontão retilíneo decorado com volutas e a inscrição "1715". No alto da construção, criança de pé com vestido branco. Céu azul com pequenas nuvens brancas. Assinatura do autor e datação no canto inferior esquerdo: "G Dall'Ara 1922". Moldura em madeira dourada.
Denominação
Pintura documental
Título
Forte do Morro do Castelo
Autor
Técnica
Forma de aquisição
Fonte de aquisição
Referência de aquisição
Catálogo Geral do Museu Histórico Nacional (1924)
Local de produção
Data de produção
1922
Termos de indexação
FORTIFICAÇÕES | MORRO DO CASTELO | RIO DE JANEIRO | TIPOS POPULARES
Altura (cm)
110,00
Largura (cm)
94,00
Observações
Este fragmento ou representação do Forte do Morro do Castelo é um testemunho material de uma das transformações urbanas, políticas e geográficas mais radicais da história da cidade do Rio de Janeiro. Ocupado desde a fundação definitiva da cidade no século XVI, o Morro do Castelo foi o núcleo político, militar e religioso original da capital, vindo a ser sistematicamente demolido por meio de jatos d'água na década de 1920, sob a gestão do prefeito Carlos Sampaio.
O texto ressalta que o objeto evoca a tensão entre o projeto de modernização higienista republicano e o apagamento deliberado da memória colonial urbana. A destruição do morro, justificada pelo discurso do progresso e da circulação dos ventos, desalojou milhares de moradores de baixa renda e soterrou marcos arqueológicos fundamentais. No ecossistema do MHN, a peça funciona como um ponto de partida crítico para discutir o direito à cidade, a violência das reformas urbanas autoritárias e o papel das instituições de patrimônio na preservação dos vestígios de territórios historicamente suprimidos.
Item n.º 8 (página 49) do catálogo de 1924 do MHN
Exposições
Referências expográficas
Exposição "Tão importante, tão esquecido: o bairro da Misericórdia", Museu Histórico Nacional/RJ, outubro de 2015 a março de 2016 | Exposição “Coleções em diálogo: Museu Histórico Nacional e Pinacoteca de São Paulo”, Pinacoteca de São Paulo/SP, 06 de outubro de 2018 a 28 de janeiro de 2019.
Referências bibliográficas
BARROSO, Gustavo Dodt. Catálogo geral - 1a seção: archeologia e história. Rio de Janeiro: Museu Histórico Nacional, 1924. | Catálogo da exposição "Tão importante, tão esquecido: o bairro da Misericórdia". Rio de Janeiro : Museu Histórico Nacional, 2016 | KESSEL, Carlos. Forte do Morro do Castelo. In: "Histórias do Brasil: 100 objetos do Museu Histórico Nacional (1922-2022)". Rio de Janeiro: MHN, 2022. p. 329-331.
Autoria das fotos
Jaime Acioli; Google





