Braçadeira (índio)
Autor
Número de registro
30079
Fonte de aquisição
Forma de aquisição
Descrição
dimensoes somente das plumas pois a peca esta colocada no tronco do kuarup (30074). o nome indigena do objeto e araviri (kamayura/tupi), segundo marilia duarte nunes.
Denominação
Braçadeira (índio)
Faz conjunto ou par com produção
Denominação
Tronco (ritual)
Denominação
Diadema (índio)
Denominação
Grinalda (indio)
Denominação
Diadema (índio)
Denominação
Colar (índio)
Denominação
Braçadeira (índio)
Denominação
Faixa (índio)
Denominação
Faixa (índio)
Denominação
Faixa (índio)
Denominação
Faixa (índio)
Denominação
Faixa (índio)
Denominação
Faixa (índio)
Referência de aquisição
Processo 01468.000054/94-30
Local de produção
Data de produção
1993
Termos de indexação
INDÍGENAS | ÍNDIOS | KAMAYURÁ | KUARUP | POVO KAMAYURÁ | POVO TUPI | POVOS INDÍGENAS | QUARUP
Comprimento (cm)
19,00
Observações
Este conjunto constitui um testemunho material e sagrado de altíssima densidade cósmica e histórica, proveniente das culturas indígenas do Alto Xingu. Os artefatos são o núcleo do Kuarup, o grande ritual de celebração dos mortos ilustres e de rebatismo cósmico da comunidade, onde cada tronco representa antropomorficamente um antepassado ou liderança que partiu, operando a transição entre o luto e a renovação da vida. A análise de Maria Elisabeth Bréa Monteiro (2022, p. 379) ressalta que a presença dessas peças no acervo subverte frontalmente as narrativas eurocêntricas de apagamento e colecionismo etnográfico predatório. Os troncos materializam a complexa sofisticação metafísica, artística e política dos povos originários, resistindo à lógica de fossilização do passado colonial ao afirmar uma temporalidade cíclica e ancestral. No âmbito das coleções do MHN, os objetos afastam-se de um sentido folclorizado para abrir espaço a debates de vanguarda sobre os direitos indígenas, o trauma histórico do contato forçado, a repatriação e o papel dos museus nacionais na revisão crítica de suas coleções.
Referências expográficas
Exposição "Oreretama", Museu Histórico Nacional/RJ | Exposição de longa duração "Iandé: aqui estávamos, aqui estamos", Museu Histórico Nacional, desde fevereiro de 2023.
Referências bibliográficas
Autoria das fotos
Jaime Acioli








